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FFC - FINAL FIGHT COMBAT

MANUAL DE CONDUTA DO TÉCNICO E REGRAS DE CÓRNER

FINAL FIGHT COMBAT (FFC)

Este manual disciplina a atuação, os limites espaciais, o código de vestimenta e o regime punitivo aplicável a todos os técnicos, head coaches e membros de estafe atuantes no córner dos atletas no âmbito do Final Fight Combat. O objetivo é assegurar o decoro desportivo, a integridade da equipe de arbitragem e a estrita conformidade com os mais elevados padrões das artes marciais (Judô, Jiu-Jitsu e Grappling Internacional).

CAPÍTULO I: ELEGIBILIDADE E CREDENCIAMENTO TÉCNICO

1.1. LIMITE DE ACOMPANHANTES POR ATLETA: A fim de resguardar a ordem na Área Técnica de Campo (Field of Play - FOP), o acesso será rigorosamente limitado a, no máximo, 2 (dois) técnicos por atleta combatente. A presença de membros sobressalentes ensejará a imediata evacuação do recinto.

1.2. PROIBIÇÃO DE DUPLO VÍNCULO FUNCIONAL: Em estrita observância à impessoalidade, fica absolutamente vetado o exercício concomitante das funções de técnico (córner) e membro da equipe de oficiais/arbitragem no mesmo evento. O profissional escalado para arbitrar não poderá assumir a cadeira de córner em momento algum do cronograma.

1.3. REGULARIDADE CADASTRAL NO APP: O acesso exclusivo à área de luta depende da validação sistêmica do treinador no aplicativo FFC. Somente profissionais com perfil ativo, regularizado e certificações validadas eletronicamente receberão o QRCode e a pulseira de credenciamento técnico correspondente à etapa.

CAPÍTULO II: CÓDIGO DE VESTIMENTA OBRIGATÓRIO (DRESS CODE)

2.1. TRAJE PARA FASES PRELIMINARES E SORTEIOS: Durante o bloco de eliminatórias, o técnico deverá portar vestimenta limpa e adequada, consistindo obrigatoriamente em: camisa (manga longa ou curta) ou polo, agasalho esportivo oficial da equipe, calça comprida fechada ao nível do tornozelo e calçado fechado (tênis esportivo ou sapato).

2.2. PROIBIÇÕES ESTRITAS DE INDUMENTÁRIA: É terminantemente vedada a permanência de qualquer profissional no córner trajando bermudas, calças curtas, saias acima do joelho, camisetas regatas, chinelos, sandálias de dedo, coberturas de cabeça (bonés, chapéus, toucas) ou de tronco despido. A violação deste artigo impede o acesso à cadeira técnica.

2.3. TRAJE FORMAL PARA O BLOCO FINAL (LUTAS CONCLUSIVAS): Para as disputas de finais absolutas, cards televisionados ou blocos de cinturão, eleva-se o padrão corporativo: exige-se o uso obrigatório de terno formal completo (jaqueta/paletó, calça social, camisa e gravata para homens; blazer/paletó, blusa social e calça/saia/vestido formal ao joelho para mulheres) guarnecido por calçados sociais fechados.

CAPÍTULO III: LIMITAÇÕES DE ESPAÇO E DIREITOS FÍSICOS

3.1. RESTRIÇÃO DE ASSENTO OBRIGATÓRIA: O técnico deverá permanecer ininterruptamente sentado na cadeira oficial de córner (posicionada na margem delimitada ou a exatos 2 metros do tatame principal) durante o transcorrer de todo o round de combate, sendo proibida a gesticulação em pé.

3.2. PROIBIÇÃO ABSOLUTA DE INVASÃO DE ÁREA: Constitui infração gravíssima adentrar, pisar ou invadir a Área de Combate ou a Área de Segurança com o cronômetro em andamento. A exceção única aplica-se em situações de suspeita de lesão grave, e mesmo assim, apenas sob comando e autorização expressa do Árbitro Central ou do Médico-Chefe da etapa.

3.3. PROTOCOLO DE HIDRATAÇÃO: Dado o formato de round único das competições FFC, o fornecimento de água ou toalha ao atleta só é facultado durante paralisações estritas ordenadas pelo Árbitro Central (ex: atendimento médico ou arrasto de saída de área extrema). Fica terminantemente proibido o repasse de isotônicos não homologados, sprays estimulantes, substâncias químicas ou a aplicação de vaselina fora dos parâmetros chancelados.

CAPÍTULO IV: COMUNICAÇÃO PERMITIDA E CONDUTAS PROIBIDAS

4.1. DIRECIONAMENTO EXCLUSIVO AO ATLETA: As interações verbais do córner deverão se destinar exclusivamente à orientação tática, suporte psicológico e instrução marcial do seu atleta afiliado, em tom compatível com o desporto.

4.2. JANELA DE ORIENTAÇÃO VERBAL: Para garantir a ordem auditiva, recomenda-se fortemente que as instruções mais incisivas ocorram nos hiatos da luta, como durante as interrupções do Árbitro Central ('Mate' / 'Parou') e segundos antes dos reinícios ('Hajime' / 'Combate').

4.3. INTERFERÊNCIAS E OFENSAS À ARBITRAGEM: É categoricamente inadmissível e punível com expulsão o ato de gritar, proferir termos pejorativos, desrespeitar, dirigir gestos obscenos ou iniciar qualquer forma de assédio moral/verbal com o intento de constranger a Mesa Técnica, o Supervisor ou o Árbitro Central.

CAPÍTULO V: ESCALONAMENTO DE PENALIDADES E CARTÕES

5.1. PRIMEIRA ADVERTÊNCIA TÉCNICA (CARTÃO AMARELO): Punição formal aplicada ao treinador por manifestações inadequadas, excesso verbal de volume, recusa em manter-se sentado ou desrespeito de baixo impacto à indumentária. O cartão amarelo constará da súmula de luta oficial do aplicativo.

5.2. EXCLUSÃO E RETENÇÃO DE CREDENCIAL (CARTÃO VERMELHO): Em caso de reincidência disciplinar na mesma etapa (acúmulo de dois cartões amarelos) ou de violação direta e grave da regra, será exibido o Cartão Vermelho. O infrator sofrerá exclusão sumária da Área de Combate pelo restante do dia, sendo escoltado aos setores marginais, além de ter sua credencial eletrônica bloqueada e a credencial física retida.

5.3. O 'EFEITO ARQUIBANCADA' E SUSPENSÕES: O técnico formalmente expulso que persistir na conduta antidesportiva ou tentar proferir instruções direcionadas desde o espaço destinado ao público ou à arquibancada, será compelido a retirar-se do complexo do ginásio pelos agentes de segurança, recaindo ainda sobre si uma suspensão automática por 2 (duas) etapas subsequentes do calendário FFC.

5.4. RESPONSABILIDADE SOLIDÁRIA POR DELEGAÇÃO: Atos de injúria extrema, arremesso de objetos, agressão física tentada ou consumada praticados por um membro técnico gerarão denúncia imediata ao Conselho de Ética, cujas sanções desportivas (multas e suspensões) recairão solidariamente sobre a academia, delegação e sobre o próprio atleta associado ao infrator.

CAPÍTULO VI: RECURSOS TECNOLÓGICOS DO CÓRNER VIA APP

6.1. ATIVAÇÃO DO BOTÃO DE DESAFIO (CHALLENGE / VAR): Havendo disponibilidade do sistema oficial, o Head Coach possui o direito de solicitar a revisão eletrônica atirando o cubo sinalizador ou via App FFC, dentro de uma janela ininterrupta de 10 (dez) segundos após a marcação. Para evitar o uso abusivo do sistema visando interromper o ritmo da luta, estabelece-se que: caso o desafio seja solicitado por simples protesto infundado, o técnico receberá um Cartão Amarelo imediato; caso o desafio seja revisado e o córner perca o pleito, o oponente receberá automaticamente 2 (dois) pontos técnicos no placar.

6.2. INDICAÇÃO DE DESTAQUES DE ARBITRAGEM: Em consonância com a transparência desportiva, o líder eleito dos técnicos terá acesso, por meio de módulo de votação corporativo no App, para ranquear e indicar anonimamente os árbitros centrais mais coerentes durante as preliminares, norteando a Mesa Diretora na escalação meritocrática para os cards principais.



AUTENTICAÇÃO DIGITALEste documento foi gerado pelo sistema interno da associação e possui validade
jurídica para fins de cadastro interno e prova de vínculo.
FFC OficialAutenticação: FFC-2026-X8Y9Z
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